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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Armas de fogo e a histeria coletiva na mídia.

Aviso do Blog:
Após a publicação deste texto, alguns dos portais de notícia atualizaram suas informações para noticiar a resistência ao despejo.

Ao que parece, as recentes ocorrências com assassinatos múltiplos nos EUA causaram alguma espécie de histeria coletiva em setores da imprensa brasileira e, agora, qualquer ocorrência com armas é retratada como um novo “massacre”.


Nessa segunda (13), de acordo com o canal Fox News, um dos mais respeitados em solo norte-americano, um oficial de justiça do Texas foi cumprir um mandado de despejo e acabou recebido a tiros pelo morador do imóvel. No tiroteio, foram mortos o oficial de justiça, um homem atingido acidentalmente pelos disparos e o próprio agressor. A reportagem completa sobre a ocorrência, noticiada pelo canal, pode ser vista neste link.

Por aqui, no entanto, grandes canais de notícias relataram algo completamente diferente para repercutir o fato. Ao invés de um oficial de justiça recebido a tiros no exercício de sua função, adotou-se o sensacionalismo nas manchetes para divulgar coisas do tipo “Atirador mata dois e é morto em universidade do Texas”, como publicado no portal Folha.com e repercutido em outros tantos veículos. No G1, a manchete saiu com o título original “Atirador mata duas pessoas e é morto pela polícia”, posteriormente – e felizmente – alterado, mesmo sem nenhum alarde, para “Tiroteio perto de campus de universidade mata 3 no Texas”, mas mantido no “original” pela rede afiliada.

Tangencia o surreal a forma como a imprensa brasileira tende a um sensacionalismo irracional quando o assunto envolve, por qualquer meio, armas de fogo. Um tiro, seja lá de que forma for disparado, vira uma manchete para um atirador insano qualquer que sai por aí matando todos que encontra. Mas mesmo o sensacionalismo deveria ter um mínimo comedimento, ou em breve veremos coisas do tipo “homem causa fricção em composto inflamável e incendeia madeira” para descrever alguém que acendeu um palito de fósforo.

E mais triste é ver que, por aqui, chacinas muito maiores mal são noticiadas se não tiverem sido cometidas com uma arma de fogo – vide: "O revólver e a faca” -, dando-nos a nítida impressão de que não importam o número de mortos ou a dimensão do ataque. Só vale se alguém morrer por uma arma de fogo, principalmente no "país das armas", pois quem morre por outro instrumento, especialmente no Brasil, parece “morrer menos”.

Um comentário:

  1. Nelson de Azevedo Neto15 de agosto de 2012 01:29

    Pois é meus caros, talvez somente quando alguns destes pseudos-desarmamentistas midiáticos puderem experimentar (à título de comparação) os traumas causados tanto pelo impacto de um projétil de chumbo quente, quanto aquele provocado por algumas perfurações ou cortes de uma lâmina de aço frio, é que aprenderão que não é o tipo de instrumento utilizado num crime contra a vida que transformará o mesmo mais ou menos cruel ou bárbaro aos olhos da sociedade... Mas sim a mente e seus propósitos de indivíduos humanos degenerados ou "pertubados"... Talvez fosse até providencial conduzir alguns desses indivíduos que fazem campanha pelo desarmamento compulsório do cidadão, para consultar os registros fotográficos de alguns trabalhos de perícia policial na linha de homicídios... Aí teriam a oportunidade de encarar a realidade nua e crua de mentes homicidas que assassinam, indiscriminadamente, utilizando-se dos meios mais inusitados e cruéis, como por exemplo:
    - Esmagando a cabeça da vítima com um bujão de gás ou um paralelepípedo;
    - Amarrando e queimando a vítima ainda viva com auxílio de materiais ou líquidos inflamáveis;
    - Introduzindo cabos de vassouras nas entranhas da vítima ainda viva;
    - Decepando todos os membros da vítima ainda viva com auxílio de facões, serras, ou moto-serras, para assistí-las sangrar até morrer;
    - Ou ainda, ver as imagens do cadáver de uma vítima de assassinato com a musculatura da face e do corpo totalmente contraída pela dor causada por meio de envenenamento deliberadamente provocado por homicídas vingativos ou psicopatas...
    Enfim, começo à cogitar que o principal critério dos pseudos-desarmentistas baseia-se apenas na implicância com os efeitos psicológicos causados pelo "GRANDE BUMM!" que as armas-de-fogo produzem ao serem disparadas (sendo isto, propomos à eles a liberação do uso de dispositivos silenciadores como alternativa)... Mas se não for por isto, só me resta então deduzir que os persistentes "equívocos" em tamanha campanha midiática pelo desarmamento se resume à mais pura "MÁ FÉ"... E aí, resta-nos saber quais seriam os verdadeiros propósitos que tanto mobiliza essa "turma"(?!?!?)...

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