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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Para especialista, foco da discussão sobre armas é equivocado.

Após mais uma lamentável tragédia nos Estados Unidos, com um assassino descontrolado abrindo fogo contra crianças em uma escola, volta à tona a discussão sobre o controle de armas naquele país e, por tabela, também no Brasil. Por lá, desta vez coube ao governador do estado de Nova Iorque puxar o coro por mais restrições ao acesso às armas, e, por aqui, isso parece ser tarefa da grande mídia televisiva.

A discussão, no entanto, é duramente criticada pelo pesquisador em segurança pública da ONG Movimento Viva Brasil, Fabricio Rebelo, para quem há um erro de foco na abordagem do tema. Segundo Rebelo, "o debate é necessário, porém não sob o prisma de mais proibições, pois quem comete atos assim não está observando lei nenhuma, e não seria a ilegalidade no acesso às armas que  impediria o assassino; afinal, matar já é a maior das proibições legais e ele matou dezenas de pessoas". 

De acordo com o pesquisador, a discussão deveria ser voltada à permissão da atuação de segurança armada nas escolas e universidades, ou mesmo à liberação ao porte de arma por professores e funcionários nestes locais. "Não podemos fechar os olhos para o fato de essas tragédias somente acontecerem, exatamente, onde não é permitido portar armas. São locais onde o assassino sabe que a reação não existirá prontamente e, até a chegada da polícia, várias mortes acabam sendo provocadas", afirma.

Ainda segundo Rebelo, a investigação desses casos costuma mostrar que a ação do assassino poderia ser parada caso houvesse alguém armado dentre as vítimas. “É contumaz nestes casos a constatação de que o ataque prossegue até que alguém armado chegue ao local, quando o assassino é morto ou acaba tirando a própria vida. Portanto, o meio mais eficaz de se evitar estes ataques é possibilitar que a reação seja mais rápida, para que, ao invés de tentar se esconder e rezar pela chegada da polícia, alguém possa simplesmente revidar, salvando a própria vida e a dos demais ali em risco”, pondera o pesquisador.

Rebelo ilustra sua tese com um recente episódio ocorrido em Portland (EUA), sequer por aqui divulgado, em que um homem entrou em um shopping portando um rifle AR-15, mesma arma utilizada na escola de Connecticut, e começou a disparar contra as pessoas. "Nesse caso, ao contrário de um massacre, o agressor só conseguiu atirar em duas pessoas, sendo logo confrontado por um cidadão armado que ali fazia compras e, diante da reação, preferiu tirar a própria vida. Se isso fosse uma realidade também em escolas, as crianças estariam muito mais protegidas de ataques insanos", conclui.

Num dos mais famosos casos de ataque contra estudantes americanos, em Virginia Tech, à tragédia se seguiu uma forte discussão sobre a liberação do porte de armas nas universidades. Hoje, o porte ainda não é liberado, mas a presença de seguranças armados já é uma constante e, onde ela existe, não se tem verificado casos de ataque.

3 comentários:

  1. Nelson de Azevedo Neto16 de dezembro de 2012 17:45

    Por conta do fato de ter sido assaltado por uma preguiça mental momentânea, me limitarei apenas a reproduzir um comentário que fiz em um blog sobre o mesmo tema relacionado ao trágico fato... Então, me entregarei as facilidades do "recorte e cole":
    .................................

    Putz!!!… Ultimamemte tenho a nítida sensação que estou à ponto de entrar em surto psicótico… Tem uma voz que insiste em repetir ao meu ouvido: “- Pegue o seu trabuco e atire no primeiro imbecil que tentar te convencer com aquela mesma ladainha do desarmamento pela paz”… E aí?… Será que devo me internar preventivamente?!?
    ;)

    … Agora, deixando o humor negro de lado:

    Infelizmente, sabemos que não foi a primeira e não será a última tragédia que causa grande comoção promovida por indivíduos monstruosos… Sejam: “loucos sem causa” ou, simplesmente, o mal personificado em indivíduos que, desprovidos de qualquer sentido de humanidade, buscam resolver seus conflitos ou alcançar seus ideais/objetivos insanos com atos de extrema covardia contra sêres/pessoas inocentes e indefesas… Cabe questionar, se é que há, “os porquês”… Começando: Por que, preferencialmente, estes FACÍNORAS atacam locais onde as pessoas (muitas ainda crianças) estão impossibilitadas de oferecer o mínimo de resistência ou se tenha a mínima chance de frustrar os tais OBJETIVOS TORPES E ASSASSINOS… Por que não tentam invadir os quartéis militares para matar soldados ou policiais?!?… Ou, os clubes de tiro ou de caça para tentar matar seus afiliados armados e treinados?!?… SIMPLES!!!… PORQUE SÃO MONSTROS COVARDES NORMALMENTE EM BUSCA DE NOTORIEDADE, MESMO QUE NUM “PÓS MORTE IMAGINÁRIO”!… E, SEJAM ESTES DOENTES MENTAIS FANÁTICOS… OU PSICOPATAS/SOCIOPATAS QUE ASSASSINAM FRIAMENTE SEM DAR CHANCE DE DEFESA AS SUAS VÍTIMAS… Em minha opinião, para casos como estes… NÃO EXISTE CURA OU PREVENÇÃO INFALÍVEL!… E, MUITO MENOS; DEVE EXISTIR PERDÃO!

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  2. Usar todo e qualquer episódio de tragédia norte-americano se vale como um trunfo aos políticos corrupto-desarmamentistas deste país.
    Se, de fato, fossem as armas a principal causa das tragédias, diariamente teria um massacre na sociedade mais armada do mundo.
    E,o Brasil como tal, vive num paradoxo. E' contrário e desrespeita a expressa vontade popular pelo direito à vida e à segurança mas, no plano político-mundial, constrói absurdas alianças com regimes árabes que exaltam o terrorismo e tem ojeriza a tudo referido à democracia.
    Irã, Palestina e até chegou ao absurdo de defender Muamar Kadafi em plena luta justa do povo líbio para demovê-lo do poder.
    Essas costuras políticas são o capricho de um partido e não a expressa vontade de grande parte da população brasileira.
    E você não vê campanha do governo para incentivar o povo de bem a denunciar o paradeiro de um bandido armado mas sim em deixar mais vulnerável ao bandido armado o povo brasileiro. Por favor, políticos mensaleiros, respeite o meu voto pelo sim em 2005.

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  3. Nelson de Azevedo Neto20 de dezembro de 2012 04:25

    O colunista Menalton Braff da revista Carta Capital (que apoia o atual governo), fez uma longa crônica criticando o culto as armas-de-fogo nos EUA e a indústria do cinema hollywodiano como forma de estímulo aos sucessivos massacres promovidos em escolas por indivíduos fortemente armados... Apesar de eu ter considerado que a crônica do professor e romancista ter certa pertinência, ficava claro no tom crítico o costumeiro e rançoso anti-americanismo típico de indivíduos com forte orientação de esquerda... Então resolvi rebater com a crônica destacando parte do texto e fazendo um comparativo cultural... Segue na ítegra o meu comentário:

    .............................................
    O Cronista bem destacou:

    (...)
    "Em determinada época, qual o tema predominante dos estúdios de Hollywood? Além dos bang-bang rurais, aqueles de cowboys matando bandidos, os tiroteios pelas ruas de alguma cidade, as correrias de automóveis perseguidos e em perseguição. Tudo com muita pólvora e muito palavrão. O revólver, podem crer, virou símbolo fálico, e a masculinidade passou a depender desse instrumento de morte. O coldre é uma vagina portátil, à disposição o tempo todo. Você ri?, procure entender alguma coisa mais do Freud."
    (...)

    - Pois que eu não rio, Menalton... e, até concordo!... Aliás, também confesso que, em certa época, eu também sentia um certo prazer “fisiológico” quando sacava, atirava com precisão, e tornava enfiar a minha arma no coldre com rapidez; e repetidamente!.... hehehehe (... essa foi só pra descontrair!)

    ... Em compensação... e, comparando-se as formações culturais dos povos à título de curiosidade, lembro que em passado recente no Brasil, inclusive no período do governo militar, as produções cinematográficas nacionais pós-pornochanchadas, salvo poucas exceções, se esmeravam em produzir filmes classe B/C que retratavam, de “forma cultuante”, o submundo da sociedade brasileira, onde nos enredos deprimentes das tramas figuravam e se misturavam: a “elite” e seus costumes fúteis; a marginalidade e a violência; o consumo frenético de drogas; a prostituição e a promiscuidade em geral; o misticismo e o fanatismo religioso; e muita, muita, “relação homoafetiva” (práticas comportamentais também denominadas como pederastia ou viadagem)... TUDO NUMA MESMA SALADA-DE-FRUTAS CINEMATOGRÁFICA que, FELIZMENTE, só pude ter o desprazer em assistir algumas dessas “obras” quando já tinha me tornado um jovem adulto, com a personalidade e o caráter plenamente formados...

    Então, me pergunto e também pergunto aos demais:

    - Devemos concluir que, após a queda dos organismos de censura e o reestabelecimento da nossa (pseudo)democracia, o que testemunhamos hoje na forma de governar a nossa caótica sociedade é um reflexo direto da lavagem cerebral que sofreram na época de adolescência/juventude muitos dos nossos atuais (pseudo)intelectuais midiáticos e os nossos atuais mandatários e ex-militantes pró-democracia, com o culto hipnótico semeado em outrora pela nossa “qualificada” indústria cinematográfica?!?!?... Afinal, às vezes, tenho a nítida impressão que estou sobrevivendo em meio a uma ALUCINÓGENA E SEVICIANTE SURUBA SOCIAL!... ÔPA!... MAS, “PERA LÁ”... NO MEU; NÃO!!!

    ... TAMBÉM TÁ RINDO NÉ???... MAS, NESTE CASO, EU NÃO ACHO GRAÇA NENHUMA!
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    ... E, foi isso!... Peço desculpas ao administrador do fórum e aos demais comentaristas por ter reproduzido algumas palavras de baixo calão e o tom sarcástico utilizado no comentário destinado ao cronista em questão... Mas é que são tantos papagaios-de-piratas apoiando estas políticas de governo que tanto sacaneia o Povo de tudo quanto é jeito, que eu já estou com o "pacová cheio" de ter que me expressar de forma politicamente correta... E, já que A CORJA não nos tem respeito, passei a adotar a estratégia do escracho...

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